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22 de mai de 2011

Sugestão de filme: O preço de uma verdade.

O preço de uma verdade ( Shattered Glass – USA-2003-Direção : Billy Ray – Columbia Pictures ) narra a verdadeira história do jornalista Stephen Glass ( Hayden Christensen), recém-formado que começa a destacar-se como  redator freeelancer  nas editorias de política e atualidades das mais importantes revistas americanas. Os artigos por ele produzidos começam a ganhar destaque e, após publicar uma matéria sobre um jovem hacker que conseguiu burlar a segurança de uma grande empresa, é investigado pelo jornalista Adam L. Penenberg ( Steve Zahn ).
A trama ganha contornos de suspense quando  Chuck Lane ( Peter Sarsgaard ) é nomeado redator chefe da revista onde Glass trabalha e junta-se a Penenberg para apurar a verdade dos fatos.
Glass é obrigado a provar que suas fontes são verdadeiras. Para isso, cria um site falso e envolve, até mesmo, o próprio irmão na trama, mas ele não consegue manter a farsa e acaba ridicularizado. Glass é suspenso por dois anos e Lane, ainda desconfiado, começa a investigar outros artigos escrito pelo ex-redator e descobre  que 27 de 41 deles são completa ou parcialmente falsos. O editor chefe  demite Stephen.            
A investigação de Lane provoca a ira dos outros redatores, pois ele nunca fora tão querido naquela revista. Já Stephen Glass era carismático, engraçado e elogiava as pessoas. Além disso, tinha as entrevistas mais interessantes e divertidas.
Entretanto,  depois que Chuck desmascara Stephen, todos o apóiam na decisão e reconhecem que ele era um grande farsante e mentiroso .
            O final do filme é bem interessante, pois confirma que Glass sofria de algum problema comportamental, onde a mentira era uma coisa natural e que a verdade  para ele, baseava-se naquilo que ele imaginava ser.
            A discussão acerca da ética profissional e comportamental se contrapõem nesta história. A verdade realmente existe ou ela pode ser manipulada para favorecer ou encantar quem a busca ? Questionamentos como tratar com o assunto poderiam ser melhor explorados e detalhados no filme, já que as discussões filosóficas dentro das entidades acadêmicas e, principalmente nos cursos de comunicação são sempre alvo de pesquisas. E a proteção às fontes realmente existe ? Até onde podemos confiar nos profissionais responsáveis pela divulgação das notícias ?
Apesar de toda a trama o filme deixa a desejar na exploração mais a fundo sobre o assunto ética, é uma boa opção aos estudantes da área de jornalismo, já que a mensagem só poderá ser melhor compreendida mesmo somente pelos profissionais da área. Mesmo assim, a produção foi indicada ao Globo de Ouro para melhor ator coadjuvante e recebeu, também,  quatro indicações ao Independent Spirit Awards ( premiação aos melhores filmes independentes que ocorre em Santa Mônica, Califórnia ),  concorrendo nas categorias de melhor filme, roteiro, fotografia e ator coadjuvante.


Adilson Chinna
Estudante de Jornalismo
CUA-UFMT

 
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